terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Campanha Dezembro Laranja alerta para os riscos do câncer de pele


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Fim de primavera e início de verão – a época mais celebrada pelos brasileiros – traz dias cada vez mais ensolarados e quentes, por isso a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) organiza a campanha anual Dezembro Laranja que faz o alerta sobre os perigos da exposição ao sol.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que surjam para o biênio 2018-2019 cerca de 165.580 novos casos de câncer não melanoma. Para o cancerologista e cirurgião Leandro Carvalho Ribeiro, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), “O câncer de pele tem 100% de cura desde que diagnosticado na fase inicial. O tratamento nesta fase pode ser realizado com cirurgia, que consiste na ressecção ampla da lesão com margens e reconstrução, cirurgia micrográfica de Mohs (ressecção da lesão e estudo das margens no ato cirúrgico), radioterapia, terapia fotodinâmica em caso de carcinoma basocelular ou uso de imiquimod”, completa o especialista. 
Melanoma e não melanoma, qual a diferença?
Dúvida recorrente na população brasileira, o câncer de pele é dividido em dois grupos, que são o melanoma e o não melanoma. O primeiro se caracteriza pelo fato de o tumor atacar os melanócitos, que são as células responsáveis pela produção da melanina. “Este tipo de doença é a de menor incidência, porém o tumor é da forma mais agressiva, por isso deve ser tratado imediatamente, pois pode provocar metástase”, alerta o médico, que é também membro do Grupo Brasileiro de Melanoma.
Já o melanoma é o tipo menos agressivo e mais frequente de tumor, afetando principalmente os homens, justamente pela maior exposição solar e sem a devida proteção. Peles mais brancas têm maior risco de desenvolver a doença, por isso é preciso ficar atento. O mesmo vale para pessoas que têm histórico familiar de câncer de pele. “Fica o alerta à população masculina: use protetor solar, de preferência fator 30 ou mais, dependendo da região, chapéus, bonés e óculos de sol” – (veja dicas e orientações abaixo).
O perigo pode estar disfarçado em forma de pinta
Pintas já tiveram seu período áureo em época de reis e rainhas e também em filmes, hoje é importante ficar de olhos bem abertos nelas. “É preciso estar atento a pintas e manchas que surgem, verificar se aumentam de tamanho rapidamente, se têm bordas irregulares e borradas, se mudam de cor. Estas são características do câncer de pele, por isso a orientação é caso verifique alguma desses situações, procure imediatamente um médico”, destaca Leandro Ribeiro.
Dicas e orientações
1 – Use protetor solar todos os dias, de preferência com fator de proteção solar (FPS) 30 e com capacidade para proteger contra a radiação UVA e UVB. Aplique cerca de meia hora antes da exposição ao sol e reaplique a cada duas horas. Alerta: a falta de proteção pode causar reações imediatas, como vermelhidão e ardor, potencializando consequências em longo prazo. Uma delas é o câncer de pele.
2 – Use óculos de sol (escuros) para proteger contra os raios ultravioleta.
3 – Use e abuse de chapéus e bonés com abas largas para proteger a cabeça dos raios solares.
4 – Se for para a praia ou piscina, faça uso de roupas que tenham proteção contra os raios UVA e UVB.  Dê preferência a camisas ou blusas com mangas compridas.
5 – Evite se expor ao sol nos horários de pico, ou seja, entre 10h e 16h.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

#DezembroLaranja, mês de prevenção do câncer da pele, chega ao 5º ano com mutirão de atendimento nacional em 1º de dezembro

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Iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta sobre a doença e realiza exames preventivos gratuitos
Um país com menos casos de câncer da pele é meta alcançável, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está comprometida em reduzir a incidência da doença e sua mortalidade. A conscientização pública é uma das formas de reduzir o número de casos. Para isso, pelo quinto ano consecutivo, a SBD realiza a campanha #DezembroLaranja, iniciativa apoiada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), para alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento da doença no Brasil. Neste ano, a campanha dá continuidade ao tema “Se exponha, mas não se queime”, cativando o interesse da população ao fazer um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais. As mensagens divulgadas pelos canais de comunicação da entidade, sobretudo em mídias importantes como o Facebook e o Instagram, preenchem um espaço de utilidade pública, com orientações gerais sobre esse tipo de tumor mais incidente no país – no entanto, o de mais baixa mortalidade.

A primeira ação que assume maior relevância na campanha #DezembroLaranja ocorrerá no dia 1º de dezembro, quando cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários somarão forças para a prestação de atendimento e esclarecimento quanto à importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diversos estados. Desde 1999, o mutirão já beneficiou mais de 594 mil brasileiros, e nesta 20ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, a previsão é de que 30 mil pessoas sejam atendidas.

De dezembro deste ano a março de 2019, ou seja, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.
Casos no Brasil
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer da pele não melanoma. Um dado novo desse período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil). Outra notícia é sobre a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma ter diminuído em 10 mil casos de um biênio para o outro.

“A SBD transformou esse problema de saúde pública na causa da luta contra o câncer da pele. A boa notícia é que tudo indica que as ações da Sociedade estão surtindo efeito. Parece que estamos no caminho certo”, explica o coordenador nacional da Campanha Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, Dr. Joaquim Mesquita.

Em 2018, a SBD conta com parcerias de órgãos públicos, instituições de saúde e empresas, para trabalhar em colaboração e superar desafios a fim de reverter o número de casos da doença no país. A sociedade civil também está convidada a participar da campanha. Algumas sugestões para quem quiser aderir são: divulgar o mutirão de atendimento para diagnóstico e prevenção do câncer da pele que acontece em todo o Brasil no dia 1º de dezembro; usar laços ou fitas laranjas; e publicar as #DezembroLaranja e #verãolaranja nas redes sociais.

“É o momento de promover a visibilidade do tema e de tentar mais uma vez a promoção de uma campanha participativa, coletiva e atuante”, afirma o vice-presidente da SBD, Dr. Sérgio Palma.

Assim como em outros anos, pessoas reconhecidas em suas áreas de atuação participarão do movimento, vestindo a cor laranja. Monumentos nacionais também serão iluminados com a cor símbolo da campanha.

“Todas as ações em torno do #DezembroLaranja integram o compromisso da gestão, que é oferecer informações que possam contribuir para a prevenção do câncer da pele”, realça o presidente da SBD, Dr. José Antônio Sanches.

Para mais informações sobre o #DezembroLaranja, acesse: www.dezembrolaranja.com.br.
Conheça a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele

Com a intenção de estimular a população na prevenção e no diagnóstico ao câncer da pele, em 2014 a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu iniciou ao movimento de combate ao câncer da pele batizado “Dezembro Laranja”. Desde então, sempre no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar o câncer mais comum no país e convida a população a compartilhar nas redes sociais uma foto vestindo uma peça de roupa laranja, publicando-a com a hashtag #dezembrolaranja.

As ações incluem iluminação de monumentos, iniciativas de conscientização em praias e parques com distribuição de filtro solar, entre outras. Todo ano o tema da campanha é renovado para atrair um maior número de pessoas nessa luta de conscientização. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com 176 mil novos casos ao ano.

Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele é “Se exponha mas não se queime”. A ação ganha destaque com o movimento Dezembro Laranja, que informa a população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras, e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018



Dia Mundial do Diabetes alerta sobre riscos da doença.
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Nesta quarta-feira (14), está marcado o Dia Mundial do Diabetes, campanha que alerta sobre os riscos da doença e a importância da prevenção e controle de suas complicações. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, 7.201 pessoas foram internadas no Paraná, e 3.472 morreram em decorrência do diabetes. Conforme levantamento divulgado no ano passado pelo Ministério da Saúde, 9% da população brasileira convive com a doença.
O diabetes pode ser evitado, assim como a hipertensão e o colesterol alto, desde que hábitos saudáveis, como alimentação adequada e a prática de atividade física, sejam adotados pela população, conforme destacou o secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Nardi. “O diabetes é uma doença crônica séria, podendo ocasionar complicações graves que podem levar à morte. Trata-se de um problema que não pode ser ignorado. Precisamos alertar nossa população sobre os riscos da doença e incentivar a adoção de medidas preventivas”, lembrou.
Riscos
O diabetes é uma doença caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue. Com isso, as células do corpo ficam com pouca energia e o sangue repleto de glicose. A doença pode ocorrer já na infância ou na adolescência, mas na maioria das vezes atinge adultos.
Entre os fatores de risco para o aparecimento da doença estão a alimentação desequilibrada, pobre em frutas e verduras e rica em carboidratos e gorduras; obesidade e sobrepeso; sedentarismo (falta de atividade física) e histórico familiar.
Complicações
Quando não tratada, o diabetes pode levar a complicações bastante prejudiciais à saúde, incluindo infecções, insuficiência renal, infarto do miocárdio e doenças vasculares, como derrame cerebral e gangrena de braços e pernas. A necessidade de amputações de membros inferiores também pode ser causada pela doença. No Brasil, estimativa do Ministério da Saúde mostra que 70% das amputações de membros inferiores feitas no país está relacionada à doença.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta serviços para prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso do diabetes gratuitamente.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

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Novembro Azul  é o mês para reforçar a lembrança de que o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima que, em 2018, serão registrados mais de 68 mil novos casos da doença e cerca de 13 mil mortes devem ocorrer em decorrência do câncer de próstata.
Este ano, mantendo o movimento de conscientização da população sobre a importância de detectar o câncer de próstata precocemente, aumentando assim as chances de cura, o  Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL)  dá o pontapé inicial da campanha  Novembro Azul  na quarta-feira, 31 de outubro, a partir das 10 horas , na Avenida Paulista, em São Paulo com ação inspirada no tema "A vida não é um jogo".
A campanha de 2018, criada pela agência paulistana 4/12, incorpora a temática dos campos de futebol e cria o  cartão azul , que assume a função de alertar os homens para a necessidade de realizar os exames de PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal para diagnosticar a doença o mais cedo possível. O cartão será o ícone das ações que acontecerão em todo o país, em diversos eventos e também em partidas de futebol. 
Na quarta-feira, no lançamento oficial da Campanha, homens vestidos de jogadores e juízes de futebol estarão na frente ao prédio da Fiesp (Av. Paulista n° 1313) e no vão livre do MASP - Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1578) interagindo com os pedestres, distribuindo material informativo sobre a doença e, de forma lúdica, mostrarão o cartão azul que faz o alerta sobre a importância do homem se cuidar. "Nosso objetivo é desmistificar o diagnóstico desta doença, já que milhares de homens deixam de fazer o exame de toque retal devido ao tabu que ainda persiste", afirma Marlene Oliveira, presidente do LAL.
Durante as ações, o  Instituto Lado a Lado pela Vida  oferecerá também aferição de pressão, peso, medida da circunferência e informações aos cidadãos.  "Em tempos de fake news, nosso papel de oferecer informações confiáveis ganha ainda mais relevância para a sociedade", explica Marlene.
Vale lembrar que o tratamento para quem identifica precocemente o câncer de próstata possui índice de cura de até 90%. Os exames devem ser solicitados por um médico e, na eventualidade de um diagnóstico positivo, é recomendável que o homem procure um oncologista, para que possam decidir juntos pelo melhor tratamento.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Novembro Azul conscientiza homens para prevenção do câncer de próstata

o Brasil, doença é uma das principais causas de mortes entre os homens
Depois de o mês de outubro ser marcado pela campanha de mobilização para prevenção do câncer de mama, conhecida como Outubro Rosa, agora é a vez dos homens. O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem. O mês foi escolhido pois o próximo sábado (17) é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.
O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos.
Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por este grupo.
Prevenção
A próstata é uma glândula que só o homem possui, localizada na parte baixa do abdômen. Situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Ela produz cerca de 70% do sêmen, e representa um papel fundamental na fertilidade masculina.

Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do câncer. Especialistas recomendam pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.
Homens a partir dos 50 anos devem procurar um posto de saúde para realizar exames de rotina. Os sintomas mais comuns do tumor são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários.
Exames
O toque retal é o teste mais utilizado e eficaz quando aliado ao exame de sangue PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença. Para um diagnóstico final, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam um exame de próstata anualmente, o que compreende o toque retal feito e o PSA. Segundo especialistas, o toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom, por exemplo.
Tratamento
Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal.
A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.
Rede pública
Pesquisa mostra que homens sedentários são mais propensos a sofrer de impotência sexual
A Política Nacional de Atenção Oncológica garante o atendimento integral a todos aqueles diagnosticados com câncer, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).

Todos os estados brasileiros têm pelo menos um hospital habilitado em oncologia, onde o paciente de câncer encontrará desde um exame até cirurgias mais complexas. Mas para ser atendido nessas unidades e centros é necessário ter um diagnóstico já confirmado de câncer por laudo de biópsia ou punção.
Fonte:
Ministério da Saúde
Instituto Nacional do Câncer
Portal Brasil

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

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Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.
Apesar do apoio de várias entidades não governamentais, o movimento, em especial no seu aspecto relacionado ao câncer de próstata, é repudiado pelo Ministério da Saúde brasileira e pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), devido à ausência de indicações científicas para a realização do rastreio. Outras entidades que se colocam contra esta atividade são a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), o United States Preventive Services Task Force, o Canadian Task Force on Preventive Health Care e o United Kingdom National Screening Comittee.
O movimento surgiu na Austrália, em 2003, chamado Movember, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.
No Brasil, o Novembro Azul foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque, e obteve ampla divulgação. Em 2014, o Instituto realizou 2.200 ações em todo o Brasil, com a iluminação de pontos turísticos (como Cristo Redentor, Congresso Nacional, Teatro Amazonas, Monumento às Bandeiras), adesão de celebridades (Zico, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello), ativações em estádios de futebol, corridas de rua e autódromos, além de palestras informativas, intervenções em eventos populares e pedágios nas estradas.
Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de próstata, outras doenças como o câncer de testículo, depressão masculina, cultivo da saúde do homem, entre outros.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

18 de outubro é comemorado o Dia do Médico

No dia 18 de outubro é celebrado o Dia do Médico, que é o profissional responsável por investigar as causas das doenças e cuidar da saúde das pessoas. A data surgiu como homenagem à São Lucas, ele que também exercia a profissão e é considerado o santo padroeiro dos pintores, artistas e médicos. O médico faz um verdadeiro levantamento sobre a saúde de cada indivíduo que o procura, com a realização de exames para diagnosticar, receitar medicamentos, combater e curar as enfermidades. Ele também participa de programas de prevenção da saúde coletiva e pode atender em hospitais, postos de saúde e na maioria das vezes em clínicas próprias.

Medicina é um dos cursos mais exigentes, já que demanda tempo integral do estudante e tem duração mínima de seis anos. Para aqueles que querem se especializar, são necessários mais dois anos de estudo. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), existem cerca de 53 especialidades médicas em que é possível atuar. Cardiologia, cirurgia plástica, clínica médica, ginecologia, pediatria, dermatologia e oftalmologia são algumas das mais procuradas e com o maior número de profissionais formados. Além disso, o profissional dessa área deve estar atento às novidades do setor e se atualizar com frequência.

Muito mais do que ter uma formação de qualidade, o bom médico precisa saber lidar com seus pacientes, que, pela situação em que se encontram, estão fragilizados e carentes. Cada detalhe da relação do profissional de saúde com eles é de extrema importância para a recuperação. Portanto, não só os médicos, mas gestores e equipes de enfermagem também devem estar preparados para cada vez mais tornar os processos de atendimento mais humanos.

Mesmo com todos os desafios da profissão, os médicos ainda têm que lidar com os problemas de falta de estrutura e de recursos que acometem muitos hospitais do país. Diante de tantas responsabilidades, nada mais justo do que ter um dia para homenagear e reconhecer a importância desse profissional para a sociedade. Feliz Dia do Médico!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

OUTUBRO ROSA 2018 - PREVENÇÃO E AUTOEXAME DO CÂNCER DE MAMA


O mês de Outubro é conhecido mundialmente como “Outubro Rosa” e tem por objetivo reforçar trabalho de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, correspondendo a 28% dos casos novos a cada ano.
A campanha do Outubro Rosa foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde no início dos anos 90 com o intuito de compartilhar informações sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Recentemente, o câncer de colo de útero também foi incluído nessa campanha devido ao aumento significativo do número de casos no decorrer dos anos.
O símbolo desta campanha é um laço rosa, cor que simboliza a mulher. É por este motivo que durante o mês de Outubro nos deparamos com fachadas de empresas e locais públicos iluminados ou pintados dessa cor.

DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA

diagnóstico precoce é fundamental no tratamento contra qualquer tipo de câncer. No câncer de mama, especificamente, a realização anual da mamografia para mulheres a partir dos 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

PREVENÇÃO E AUTOEXAME

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas. Porém, o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biópsia, os quais podem definir o tipo de câncer e a sua localização.
Por isso, além do autoexame, é necessário manter uma rotina de consultas periódicas com o ginecologista para ajudar na prevenção contra o câncer não só de mama, mas também o de colo de útero.
A prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, como por exemplo: alimentação, controle do peso e atividades físicas que ajudam a reduzir em até 28% o risco do desenvolvimento de câncer de mama. Além disso, recomenda-se evitar o consumo de álcool e tabaco.

AMAMENTAÇÃO

A amamentação beneficia não só a saúde do bebê, mas também a da mãe, principalmente na prevenção contra o câncer de mama. Segundo estudo realizado em 2002 com mulheres de 30 nacionalidades diferentes, o risco de contrair câncer de mama diminuiu 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.

OS PRINCIPAIS SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA

outubro rosa 2018
câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Existem vários tipos de câncer de mama, alguns se desenvolvem mais rapidamente e outros não.
Dentre os sintomas deste tipo de câncer, destacam-se:
  • Caroço (nódulo), geralmente indolor;
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do seio ou saída de líquido em um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região abaixo dos braços (axilas).
Os homens também podem desenvolver câncer de mama, porém a porcentagem de casos é baixa, estimada em cerca de 1% comparado às mulheres.

TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER DE MAMA

Confirmado o diagnóstico de câncer de mama, inicia-se o tratamento de retirada parcial ou total da mama, acompanhada de tratamentos quimioterápicos como a própria quimioterapia e radioterapia no local de onde foram retirados os nódulos.
Este procedimento faz com que possíveis células danificadas que restaram no organismo sejam destruídas com a ação dos remédios aplicados, com o intuito de não ocorrer um processo chamado metástase, que é quando as células cancerígenas se multiplicam e se espalham pelos demais órgãos do corpo.
Embora seja o único tratamento capaz de destruir o câncer atualmente, a quimioterapia provoca muitos efeitos colaterais, dos quais o mais evidente é a perda de pêlos e cabelos, algo que mexe muito com a vaidade e autoestima das mulheres.
E é justamente por este motivo que campanhas como o Outubro Rosa foram criadas, pois além de conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce através do autoexame, também promovem uma maior interação e oferecem alternativas para a questão psicológica tanto das pacientes quanto dos familiares e amigos.
Ver os cabelos caindo aos montes, mexe com o psicológico de qualquer pessoa, até mesmo de quem não tem a doença. Imagine só a dor e sofrimento de quem sabe que isso está ocorrendo devido ao tratamento contra o câncer? Ainda bem que campanhas como essas são criadas, pois muitas mulheres que passaram ou estão passando por este problema podem compartilhar suas experiências e fortalecer umas às outras.
Até mesmo as pessoas que convivem com as mulheres que sofrem com o câncer aprendem mais sobre essa doença tão cruel e se preparam para dar todo apoio e suporte que elas tanto necessitam.

DICAS DURANTE O TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

É verdade que nem todo mundo tem estrutura psicológica e emocional para lidar com a doença, por isso mesmo é importante conhecer histórias de pessoas que venceram o câncer com garra e elevada autoestima.
Se a pessoa sofre com a aparência devido à queda de cabelos, por exemplo, aqui vão algumas dicas:
  • Use e abuse de lenços e chapéus que também protegem a pele do Sol
  • Faça uma maquiagem leve para disfarçar as sobrancelhas falhadas ou a falta delas
  • Enquanto se sentir disposta, faça uma caminhada e exercícios leves, pois atividades físicas liberam endorfina e melhoram o humor
  • Pigmentações e tatuagens nos mamilos reconstruídos são uma opção para quem quer disfarçar a ausência ou deformação nos seios
  • Permita-se redescobrir a vida após o câncer… Os cabelos vão crescer e o tratamento vai acabar
 

OUTRAS DICAS IMPORTANTES!

SUS oferece assistência gratuita para prevenção e tratamento contra o câncer de mama. Além disso, iniciativas como as Amigas do Peito, utilizam o afeto como estratégia de superação em um grupo de pacientes com câncer de um Hospital Federal.
Uma última informação importante é sobre o benefício do saque do FGTS e do PIS/Pasep, auxílio-doença, acompanhante e isenção do Imposto de Renda como medidas de apoio às mulheres com câncer de mama. No site do Ministério do Trabalho tem todas as informações para esses casos. Informe-se!
Por isso, é sempre bom estar informado e correr atrás dos recursos e benefícios que surgem a cada ano para tornar a vida das pessoas, principalmente mulheres com câncer de mama, menos sofrida e mais fortalecida. Vamos nos unir nessa batalha e compartilhar cada vez mais informações importantes como esta.
Faça parte desta campanha!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018


Pacientes No Controle no Outubro Rosa

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 Câncer de mama é inimigo ardiloso, mas não imbatível, diz médica Maira Caleffi, chefe do Serviço Médico de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas". A frase está em um dos maiores tratados de estratégia de todos os tempos, "A arte da guerra", de Sun Tzu, general chinês e filósofo nascido em 544 a.C. É uma lição de disciplina, de valorização do conhecimento, que pode ser aplicada em diversos momentos de superação em nossas vidas.  
O câncer de mama cria essa sensação de guerra entre a pessoa e a doença. Para combatê-lo, portanto, é preciso compreendê-lo e desafiá-lo. Neste Outubro Rosa, a nossa luta é pelo empoderamento dos pacientes. Durante todo o mês _ através da campanha #PacientesNoControle _ incentivaremos a busca de mais informações sobre o tratamento com os médicos, além da participação ativa nas decisões e exigência dos direitos. O enfrentamento é o primeiro passo rumo à recuperação.

Quando o paciente assume as rédeas do seu processo de recuperação e obtém o devido suporte, ele aumenta significativamente suas chances

Engajar pacientes é um desafio de toda a área da saúde. Com tristeza, verificamos que muita gente se apequena perante a doença, com muitas barreiras para entender ou assumir o protagonismo _ mesmo quando existem boas chances de cura e condições adequadas de tratamento. O câncer de mama é também uma guerra psicológica, travada com seus próprios sentimentos e expectativas. O que queremos incentivar é que não há motivação maior do que o domínio de suas possibilidades.
O Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de câncer de mama no Brasil. São 90 casos para cada 100 mil habitantes. Milhares de gaúchas (e algumas dezenas de gaúchos) neste exato momento enfrentam as incertezas da doença e seu tratamento. Podemos _ amigos, familiares e profissionais da saúde _ auxiliá-los a tomar o controle, com empatia e sensibilidade. Mesmo quem está de fora, mas se sensibiliza com a causa, pode ajudar, atuando como voluntário em grupos de apoio de instituições como o Imama (Instituto da Mama do RS).
Quando o paciente assume as rédeas do seu processo de recuperação e obtém o devido suporte, ele aumenta significativamente suas chances. O câncer de mama é um inimigo ardiloso, mas está longe de ser imbatível. #PacientesNoControle são guerreiras e guerreiros que conhecem suas chances e vão em frente, com amor à vida e sem medo de enfrentar cada batalha.



A Importância da nutrição e de hábitos alimentares saudáveis para pacientes com câncer.

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Nutrição é o processo que consiste na absorção e utilização dos nutrientes dos alimentos ingeridos para a realização das funções vitais do organismo. Uma boa nutrição é fundamental para uma boa saúde. 


Comer determinados tipos de alimentos antes, durante e depois do tratamento do câncer, ajuda a fortalecer o organismo, fazendo com que o paciente se sinta melhor e mais disposto. Uma dieta saudável significa comer e beber alimentos que contenham nutrientes importantes que o corpo precisa, para seu funcionamento, como vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos, gorduras e água.


Uma boa alimentação pode ajudar não só à manutenção de um corpo saudável, como também pode minimizar os efeitos colaterais durante e após o tratamento. 


Se você não souber como manter uma dieta equilibrada, talvez uma boa idéia seja procurar um profissional para orientá-lo. O nutricionista faz parte da equipe multidisciplinar que atua no tratamento do paciente com câncer. 


O câncer e seus tratamentos podem provocar efeitos colaterais que afetam a nutrição


Os sintomas da doença junto com os efeitos colaterais dos tratamentos, acabam dificultando a realização de uma dieta saudável. Quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia e o transplante de medula óssea são terapias frequentemente utilizadas no tratamento do câncer e que afetam a nutrição dos pacientes.


Quando a cabeça e o pescoço e órgãos como esôfago, estômago, intestino, pâncreas ou fígado são afetados pela doença e pelos os efeitos colaterais do tratamento do câncer, acaba se tornando difícil a absorção de nutrientes suficientes para a preservação das funções do organismo do paciente.


O câncer e seus tratamentos podem provocar desnutrição


O câncer e seus tratamentos podem afetar o paladar, o olfato, o apetite e a capacidade do paciente de se alimentar ou absorver os nutrientes dos alimentos. Isso pode, consequentemente,  causar desnutrição, que é provocada pela falta dos nutrientes essenciais.


A desnutrição pode fazer com que o paciente se sinta fraco, cansado e se torne incapaz de combater as infecções e, em alguns casos, de realizar e concluir o tratamento do câncer. Sabe-se que a desnutrição pode contribuir com a progessão da doença.


Anorexia e caquexia: causas comuns da desnutrição em pacientes com câncer


Anorexia é a perda de apetite ou da vontadede comer, é um distúrbio alimentar que provoca a perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. A anorexia é sintoma comum em pacientes com câncer, podendo se manifestar já no início da doença, ou conforme a doença avança e se dissemina. É a causa mais comum de desnutrição em pacientes com câncer.


Caquexia se caracteriza pela perda de peso do paciente, além da perda de massa corpórea e tecido adiposo, normalmente relacionada a doenças crônicas, como o câncer. Na caquexia a massa corporal não pode ser reposta com alimentação. No entanto, alguns pacientes até conseguem se alimentar corretamente, mas não conseguem armazenar gordura nem manter massa muscular devido à doença.


Alguns tipos de câncer mudam a maneira como o corpo absorve determinados nutrientes. Tumores na região do estômago, intestino, cabeça e pescoço podem afetar a absorção de proteínas, carboidratos e gorduras pelo organismo. Um paciente pode estar se alimentando bem, porém o corpo não consegue absorver corretamente os nutrientes necessários dos alimentos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SETEMBRO AMARELO -

Campanha Setembro Amarelo para a prevenção do suicídio

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM realiza a Campanha Setembro Amarelo, em prol da prevenção do suicídio.
A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, o que corresponde ao tempo aproximado de leitura deste texto, e, em relação às tentativas é ainda mais assustador: a cada três segundos.
Todos os anos, são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil e um milhão em todo o mundo. Quase 100% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados de maneira alguma. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
O Coordenador Nacional da Campanha Setembro Amarelo, Dr. Antônio Geraldo da Silva, fala sobre a importância da prevenção: “Precisamos ajudar a população com prevenção, informar que tratar todas as doenças mentais, principalmente as que possuem aumento no risco de suicídio. O suicídio é uma emergência médica e por isso, é fundamental o papel de todos nós nessa campanha, com ações efetivas de orientação sobre o risco e também na emergência do suicídio”.
Não podemos esquecer que o suicídio é uma emergência médica e informar corretamente às pessoas ajuda a preveni-lo. Durante todo o próximo mês, trabalharemos com o foco na campanha Setembro Amarelo e pedimos o seu apoio para nos ajudar nessa grande iniciativa. Teremos ações e fontes especializadas em todo o Brasil para contribuir com dados a respeito do tema.
Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP Conselho Federal de Medicina – CFM

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Leucemia, tipos e tratamento

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, órgão responsável pela produção das células do sangue. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença.
Ela pode ser do tipo mieloide e linfoide, de acordo com a célula envolvida. Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida.
As leucemias crônicas se desenvolvem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais diferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções normais no organismo da pessoa.
Já as leucemias agudas são de progressão rápida e afetam as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blastos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.
Há, então, quatro tipos principais de leucemias:
• Leucemia Mieloide Aguda (LMA);
• Leucemia Mieloide Crônica (LMC);
• Leucemia Linfoide Aguda (LLA);
• Leucemia Linfoide Crônica (LLC);

As leucemias se desenvolvem a partir uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética que ativa os chamados oncogenes ou que desativam os genes supressores de tumor. Em ambos os casos há multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer).
Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. O fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença. Entretanto, ter um fator de risco ou mesmo vários fatores de risco não significa que a pessoa vai ter a doença.
Os fatores de risco são:
Exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, que estão presentes em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos (cola, tinta, entre outros).
Tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia.
Exposição à radiação ionizante, como observado em sobreviventes da bomba atômica ou em vazamento nuclear. A exposição a níveis mais baixos de radiação, como acontece em RX ou tomografia não é um fator predisponente bem definido.
Certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, Síndrome de Down, neurofibromatose, entre outras.
Algumas doenças do sangue como Mielodisplasia e Neoplasias Mieloproliferativas.

Prevenção

A única prevenção possível para leucemia é evitar os fatores de risco conhecidos.

Sinais e Sintomas

Os sintomas das leucemias agudas estão relacionados à diminuição na produção de células normais da medula óssea. Com a queda na produção de glóbulos vermelhos (hemácias), o paciente pode apresentar anemia que, por sua vez, causa palidez, cansaço fácil e sonolência.
Já a diminuição na produção de plaquetas pode ocasionar manchas roxas em locais não relacionados a traumas, pequenos pontos vermelhos sob a pele (chamados de petéquias) ou sangramentos prolongados após pequenos ferimentos.
O paciente que tem sua imunidade reduzida (queda na produção de glóbulos brancos) fica mais susceptível a infecções e pode apresentar febre.
Outros sintomas encontrados são: dores ósseas, causando dificuldade de andar; dores de cabeça e vômitos; aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos), aumento do baço (esplenomegalia) ou do fígado (hepatomegalia).
As leucemias crônicas são menos sintomáticas e frequentemente são descobertas em exames realizados para outros fins (exames de rotina, pré-operatório, etc). Quando em estágios avançados, apresentam os mesmos sintomas descritos para as leucemias agudas.
Um sintoma frequente é o emagrecimento. Também se pode observar aumento dos linfonodos, do fígado ou do baço, sendo esse último um achado muito comum da LMC, com consequente desconforto no lado esquerdo do abdome e empachamento. Na LLC, quadros de infecções recorrentes de pele, pulmões, rins e em outros órgãos podem ser vistos, pois há queda na defesa natural do organismo.

Diagnóstico

A leucemia é suspeitada quando há alterações no hemograma.
Para confirmação, é necessária coleta de medula óssea para exames: mielograma, biópsia, imunofenotipagem, cariótipo.
De acordo com a suspeita diagnóstica, podem ser necessários mais estudos para subclassificação e estratificação de risco, como exames de biologia molecular.

Tratamento

O tratamento varia com o tipo e subtipo de leucemia. Nos casos de LLC, por exemplo, boa parte dos pacientes não necessita de tratamento logo que é feito o diagnóstico. Já a leucemia aguda deve ser tratada de forma emergencial com quimioterapia. Alguns pacientes serão encaminhados para transplante de medula óssea, de acordo com sua estratificação de risco e com sua resposta à quimioterapia inicial.
A grande arma terapêutica para tratamento das leucemias é a quimioterapia. Vários esquemas podem ser utilizados, desde os que envolvem apenas um tipo de droga até os que contam com dez ou mais quimioterápicos em combinação.
A escolha do protocolo a ser usado depende do diagnóstico, da idade e da estratificação de risco de cada paciente. A aplicação pode ser oral, venosa, intramuscular ou subcutânea.
Alguns portadores de leucemia aguda precisarão, ainda, de quimioterapia intratecal, que é feita através de punção lombar e serve para tratar um possível acometimento do sistema nervoso pela doença.
A LMC em fase crônica é tratada com quimioterapia-alvo, um tratamento que age especificamente nas células leucêmicas. Esse tipo de leucemia possui uma característica única, que é a presença de uma alteração genética específica, o cromossomo Philadelphia, resultado da translocação entre dois cromossomos, o 9 e o 22.
Essa alteração gera um gene chamado bcr-abl e uma proteína do tipo tirosino-quinase, que é o alvo desses quimioterápicos. São de uso oral (comprimidos) e seu desenvolvimento teve enorme impacto na qualidade de vida e sobrevida dos portadores de LMC.
O tratamento cirúrgico não é uma opção para os casos de leucemia.
A Radioterapia é utilizada ocasionalmente, em portadores de LLC, para diminuir massas linfonodais que estejam comprimindo estruturas nobres ou causando sintomas importantes. A radioterapia craniana pode ser necessária em portadores de LLA ou alguns subtipos de LMA, onde há risco de acometimento do sistema nervoso. Finalmente, a radioterapia corporal total pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea.
A decisão da realização do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) depende das características da leucemia, da idade do paciente e do balanço risco x benefício de um transplante.
A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença leva a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo incluir o TCTH. O transplante alogênico é limitado pela presença ou não de doador na família ou no banco de medula óssea, enquanto o transplante autólogo só tem papel em alguns casos de LMA.